domingo, 13 de novembro de 2011

QUANDO UTILIZAR AS MEDIDAS DE TENDÊNCIA CENTRAL?

 Fiquei ausente por alguns dias, mas já estou de volta!

Durante algumas aulas a professora Kátia Nassif, trabalhou juntamente com seus alunos sobre as medidas de tendência central(média, moda e mediana) para dados brutos ou em rol, dados agrupados em tabelas sem intervalos e para dados agrupados com intervalo.
As medidas de tendência central ou medidas de posição são valores que trazem informações presentes nos dados estatísticos de maneira resumida, ou seja, são medidas-resumo, pois fornecem uma ideia do comportamento geral dos elementos estudados, sendo considerados valores de referência em torno do qual os outros valores se distribuem.( SALSA;MOREIRA;PEREIRA, 2005). 
Elas apresentam objetivos semelhantes, por isso é comum as pessoas ficarem se perguntando: qual medida de tendência central devo utilizar para representar meu conjunto de dados?

Orientações:
1. Se em determinada  situação a média, a mediana e a moda apresentam o mesmo valor (distribuição simétrica) ou valores diferentes, porém muito próximos( distribuição aproximadamente simétrica), nesse caso pode utilizar qualquer uma das medidas.

2.Média: utiliza-se a média, quando os dados não apresentam valores extremos e os valores são aproximadamente simétrico,  porque esta é a medida que apresenta propriedades matemáticas mais fortes e é a mais utilizada.

3. Mediana: é utilizada quando há valores muito diferentes no conjunto de dados, pois essa medida não é afetada por valores extremos. Por isso, pode representar muito bem esses valores.

4. Moda: é a única medida de tendência central que pode ser  utilizada para representar  dados relacionados às variáveis qualitativas nominais. No caso de variáveis quantitativas, ela pode ser utilizada quando se deseja evidenciar o valor que mais se repetiu em um conjunto de dados.

Espero que essas informações ajudem na resolução dos exercícios e na escolha da medida mais adequada para representar cada questão proposta por ela. 

Até breve!

REFERÊNCIA: SALSA,I.S; MOREIRA, J.A; PEREIRA, M.G. Matemática e realidade: interdisciplinar. Natal, RN: EDUFRN Editora da UFRN, 2005.

sábado, 29 de outubro de 2011

Para que pesquisar?

Talvez essa seja a indagação feita por muitos estudantes, principalmente por aqueles que dizem que não têm vocação para pesquisador. E nem sabem eles que a partir dessa pergunta já está começando a formular um problema a ser investigado, a partir do qual se busca encontrar respostas. 
A pesquisa deve ser uma constante na vida de um estudante, é ela que proporciona a ampliação da produção de conhecimento e garante uma assimilação mais profunda sobre determinado assunto.
O ser humano é por natureza um ser curioso, e não é à toa que muitas verdades  antigamente consideradas absolutas estão cada vez mais  relativas. O conhecimento está cada vez mais mutável, e isso ocorre pelo fato de estar constantemente sendo realizados inúmeros estudos nas mais variadas áreas do saber.  
Por isso, podemos desconsiderar amanhã, o que ainda acreditamos hoje, em virtude de evidências científicas que apresentem novas conclusões sobre determinado fato. E depois mude novamente, e mais uma vez, e tantas outras, à medida que as técnicas e métodos de pesquisa forem ficando mais sofisticados, também devido à realização de intensos estudos. Ou seja,  é a curiosidade humana junto à uma parcela de descontentamento e desejos que impulsiona o mundo a girar em torno da pesquisa e o faz "evoluir" a cada dia.

quarta-feira, 26 de outubro de 2011

AMOSTRAGEM NÃO PROBABILÍSTICA

   Para finalizar o assunto sobre tipos de amostragem, será abordado sobre a "amostragem não probabilística." 
     Na amostragem não probabilística, os elementos da população pesquisada não ter a mesma chance de fazer parte da amostra. Geralmente, esse tipo de amostragem é utilizado quando é difícil o acesso a toda população ou também por questão de simplicidade na coleta dos dados.
Richardson (1999) aborda que na amostragem não probabilística há determinados critérios para a escolha da amostra.Ela se divide em amostra acidental e intencional ou de seleção racional.
  A amostra é acidental, também denominada por alguns autores como amostra por conveniência, quando se obtém um subconjunto  de elementos que foram mais acessíveis, não apresentando segurança quanto a representatividade da mesma com relação toda  a  população.
     Por isso, não se pode generalizar os resultado. Esse tipo de amostragem é muito utilizado quando se deseja um primeiro contato  com o problema investigado porque a partir dos resultados da amostra, o pesquisador pode estabelecer hipóteses para trabalhos futuros. Exemplo: Para realizar uma pesquisa sobre IAC(Índice de Adiposidade Corporal), um acadêmico do curso de Educação Física verificou as medidas de 100 moradores da localidade onde reside que estavam participando da festa de inauguração de uma academia popular.
    Enquanto na amostra intecional, de seleção racional ou por julgamento, como próprio nome já diz, a escolha dos elementos é feita de forma intencional, pois o pesquisador realiza a seleção dos elementos que apresentam  as características estabelecidas no plano e nas hipóteses do trabalho com a perspectiva de obter as informações desejadas e previstas. Exemplo: Para desenvolver uma pesquisa sobre o nível de atividade física dos docentes dos cursos de educação física e fisioterapia da Faculdade Leão Sampaio da Unidade Saúde - Juazeiro do Norte - 2011, foi determinada uma amostra de 20 professores, sendo metade de cada curso. O curso de Fisioterapia foi escolhido aleatoriamente entre os demais cursos dessa unidade, porém o de Educação Física foi escolhido de forma intencional devido ao tema em estudo.

Referência:
RICHARDSON, Roberto Jarry et al. Pesquisa social: Métodos e técnicas. 3º ed. São Paulo:Atlas,1999.

Para um maior aprofundamento sobre os tipos de amostragem indico os links abaixo:

Até logo!






sábado, 15 de outubro de 2011

TIPOS DE AMOSTRAGEM

Existem dois tipos de amostragem, a probabilística e a não probabilística.Hoje, vou falar das formas de amostragem probabilística.

A amostragem probabilística define que todos os elementos da população terão as mesmas chances de serem escolhidos para fazer parte da amostra, ou seja, a probabilidade é conhecida, sendo diferente de zero. É possível quando a população é  finita e de fácil acesso.
É o tipo de amostragem que garante maior representatividade da amostra com relação à população pesquisada. As principais técnicas de amostragem probabilística são:

 1. Amostragem aleatória simples: também chamada de casual, randômica, elementar, entre outras denominações, é aquela semelhante a um sorteio. Caracteriza-se por todos os elementos ter igual probabilidade de pertencer à amostra e todas as possíveis amostras têm a mesma chance de ocorrer. Para realizá-la é preciso numerar todos os elementos da população de 1 a N(população). E em seguida realizar um sorteio por meio de algum dispositivo aleatório, até obter o total da amostra(n). Exemplo: Para escolher 10 alunos do 8º semestre do curso de Educação Física para participar da prova do ENADE 2011, a coordenação realizou um sorteio a partir da relação da frequência. Como a população já se encontrava numerada, não houve a necessidade de numerá-la novamente.

2. Amostragem Sistemática: Realiza-se esse tipo de amostragem quando a população se encontra ordenada e a seleção da amostra é feita de forma periódica. Imaginemos que se precisa de uma amostra,
n = 30 e se tem uma população ordenada, N=300, a primeiro passo a seguir é dividir o valor da população pelo da amostra, ou seja, 300/30=10, encontrado o valor, sorteia-se um número de 1 a 10(valor encontrado anteriormente), digamos que o valor sorteado foi 7, este será o primeiro elemento da amostra, os demais seriam retirados de forma periódica de 10 em 10, até completar o valor total da amostra.

3. Amostragem Estratificada: realizada quando a população está dividida em estratos(subpopulações).Caracteriza-se pela determinação de quantos elementos serão retirados de cada estrato para compor a amostra. Existem três tipos: a proporcional, a uniforme, a ótima. Na primeira, seleciona-se um número de elementos proporcional ao valor existente em cada estrato, e é utilizada quando os estratos apresentam tamanhos variados, proporcionando uma maior representatividade da população.Ex.: Supondo que será realizada uma pesquisa sobre os hábitos alimentares dos acadêmicos do Curso de Educação Física da FALS na cidade de Juazeiro do Norte em 2011. Sendo que a população (N) é composta por 380 alunos distribuídos em 8 semestre(estratos),  e precisa-se de uma amostra proporcional estratificada( n = 80). O que fazer?Primeiro deve ser encontrada a porcentagem que será retirada de cada subpopulação a partir da regra de três simples: 
 380    -   100%
 80  -      x               Então,   380x = 8000  x = 8000/380 = 21,05 %, com base nessa porcentagem, calcula-se quantos elementos serão retirados de cada estrato. Obtemos:

SEMESTRE
POPULAÇÃO
21,05%
AMOSTRA
49
10,31
10
40
8,42
8
56
11,79
12
56
11,79
12
42
8,84
9
48
10,10
10
60
12,63
13
29
6,10
6
TOTAL
380
79,98
80


4. Amostragem por meio de conglomerados: realizada quando a população está dividida em grupos, chamados conglomerados, ao invés de sortear individualmente os elementos da população, sorteia-se um número necessário de conglomerados e todos os elementos pertencentes aos conglomerados sorteados serão pesquisados. Muitas vezes, esse tipo de amostragem é escolhido pela praticidade e economia oferecidas ao pesquisador.


 Por hoje é só isso. Aguardem as próximas postagens, terminarei de falar sobre os tipos de Amostragem e colocarei algumas orientações  para a produção de artigo científico.Até breve!

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

Termos importantes...

A aprendizagem é facilitada como começamos a compreender termos específicos e importantes da área em estudo. Por isso, abaixo estão alguns conceitos fundamentais para o entendimento da bioestatística. Os mesmos foram  retirados da apostila Estatística Básica, elaborada pelo professor Norton González. Editora Ciência Moderna. Ano:?

-O que é POPULAÇÃO?
É um conjunto universo qualquer, do qual desejamos obter informações, cujos elementos devem apresentar, pelo menos, uma característica em comum. A população poderá ser finita ou infinita. 
Exemplos:
- clientes de uma empresa (finita);
- futuros clientes de uma empresa (infinita);
 -O que é uma AMOSTRA?
É um subconjunto representativo da população em estudo.
- Qual a diferença entre AMOSTRA e CENSO?
Enquanto na amostra se tem um levantamento parcial de determinada característica da população.No censo se tem  um levantamento total da população. Neste caso, procura-se analisar individualmente cada elemento da população.

- Conceito de  AMOSTRAGEM
É o tipo de estudo estatístico que se contrapõe ao censo. Como o próprio nome sugere, aqui será utilizada uma amostra, ou seja, uma parte, um subconjunto da população, que terá a condição de representar o conjunto inteiro.

- ALGUMAS RAZÕES PARA A ADOÇÃO DA AMOSTRAGEM
a) Quando a população é muito grande.
b) Quando se deseja o resultado da pesquisa em curto espaço de tempo.
c) Quando se deseja gastar menos.

Por enquanto é só isso. Na próxima postagem será comentarei sobre os tipos de amostragem e quando cada uma pode/deve ser utilizada.
Até  breve!




Compreendendo a Bioestatística

 Assim como todas as outras áreas de conhecimento, a Educação Física também necessita de suportes para a produção e interpretação de pesquisas. E a bioestatística contribui significativamente para que isso ocorra, onde através de uma abordagem quantitativa pode possibilitar  uma maior compreensão sobre a ocorrência e/ou relação de variados fenômenos ligados ao problema pesquisado.
Mas, afinal o que é a bioestatística? Antes de responder a esta pergunta, é preciso entender o que é estatística. 
A estatística faz parte da matemática aplicada, divide-se em estatística descritiva e estatística inferencial. Caracteriza-se pela investigação de processos fundamentais para a coleta, organização, apresentação análise e interpretação de dados sobre determinada população ou sobre um subconjunto dessa população, sendo possível formar conclusões a partir dos dados coletados e generalizá-lo para a população de referência. 
 É preciso esclarecer que a estatística descritiva se preocupa somente com descrever determinado grupo. A mesma abrange as seguintes etapas:  planejamento, coleta, crítica, organização, apresentação e descrição dos dados. Enquanto a estatística inferencial é a responsável pela análise e interpretação dos dados, sendo possível haver uma generalização dos resultados para toda uma população, desde que a amostra  utilizada seja  realmente representante da população pesquisada,como foi exposto anteriormente.
 Assim sendo, a bioestatística nada mais é do que, a estatística utilizada na área das Ciências Biológicas e da Saúde.

Se quiser contribuir com mais alguma informação, é só deixar um comentário.
Até logo!

quinta-feira, 15 de setembro de 2011

Sejam bem-vindos!

"O estudante tem de se convencer de que sua aprendizagem é uma tarefa eminentemente pessoal; tem de se transformar num estudioso que encontra no ensino escolar não um ponto de chegada, mas um limiar a partir do qual constitui toda uma atividade de estudo e de pesquisa, que lhe proporciona instrumentos de trabalho criativo em sua área."(SEVERINO,2002, p.35)

É possível compreender a partir da citação acima que a aprendizagem depende do interesse e esforço do estudante para aprender, mas se houver um incentivo e apoio talvez se torne muito mais fácil, então espero contar com a participação de todos nos horários reservados a monitoria de bioestatística, para que juntos possamos solucionar vários problemas e aprendermos muito mais. Para isso, é fundamental que estejamos dispostos a participar de discussões, reflexões e muita leitura mesmo, sempre pesquisando e resolvendo os exercícios propostos.
O que favorece nossa aprendizagem é a busca constante, o interesse em aprender algo novo, o estudo diário, nunca deixando para estudar todo o contéudo na véspera da avaliação, pois desta forma a aprendizagem não será satisfatória e pode nem ocorrer.
Só para esclarecer que serão feitas postagens semanais, tanto com relação a disciplina de Bioestatística quanto sobre Metodologia da Pesquisa em Educação Física com o intuito de também auxiliar no desenvolvimento dos artigos científicos solicitados pela professora Kátia..
Por isso, estou contando com todos vocês (acadêmicos do 3º semestre do curso de Educação Física) para os  nossos encontros semanais, toda quinta-feira das 13:00 às 17:00 no Campus Saúde, sala ainda a  determinada. E não esqueçam de utilizar este espaço de forma produtiva e saudável sempre que necessitarem.

Grande abraço.Até breve!

REFERÊNCIA
 SEVERINO, Antônio Joaquim. Metodologia do Trabalho Científico.22ª ed. São Paulo, Cortez,2002;